Erro de diagnóstico: exemplos e direitos

Erro de diagnóstico médico – paciente aguardando resultado de exame
Quando o erro no diagnóstico causa dano, o paciente pode ter direito à reparação.

Erro de diagnóstico: quando há responsabilidade

O erro de diagnóstico ocorre quando o médico interpreta de forma incorreta exames, sintomas ou resultados clínicos, levando o paciente a receber tratamento inadequado — ou a não receber o tratamento necessário.
Essa falha pode configurar erro médico indenizável, especialmente quando causa agravamento do quadro de saúde, sequelas ou óbito.

Em geral, o erro de diagnóstico é analisado sob três perspectivas:

  1. Negligência – falta de atenção ou cuidado na análise dos exames.
  2. Imperícia – ausência de conhecimento técnico suficiente.
  3. Imprudência – tomada de decisão precipitada sem respaldo clínico.

Exemplos reais de erro de diagnóstico

Alguns casos comuns reconhecidos pela Justiça incluem:

  • Tumores malignos confundidos com nódulos benignos, atrasando o início da quimioterapia.
  • Apendicite diagnosticada como dor intestinal comum, levando à perfuração e sepse.
  • Infarto tratado como crise de ansiedade.
  • AVC não identificado em tempo hábil, resultando em sequelas neurológicas permanentes.

Em todas essas situações, o dano decorre da falha no dever de diligência médica. O paciente ou seus familiares podem pleitear indenização por danos morais, materiais e estéticos.


Quando o erro gera indenização

Nem todo resultado adverso significa erro médico. É necessário comprovar que houve conduta culposa — ou seja, o médico não agiu com a prudência e técnica esperadas de um profissional da área.
A indenização pode ser reconhecida quando:

  • O médico ignorou sintomas evidentes;
  • Houve interpretação errada de exames disponíveis;
  • O diagnóstico foi feito sem avaliação mínima necessária;
  • O erro causou piora ou morte evitável.

Nestes casos, tanto o profissional quanto o hospital podem ser responsabilizados civilmente.


Como comprovar o erro de diagnóstico

A perícia médica judicial é o principal meio de prova nesses casos.
Ela analisa prontuários, laudos, exames e condutas adotadas para determinar se o erro ocorreu e qual foi sua consequência.
Também é importante reunir:

  • Relatórios médicos e de especialistas independentes;
  • Resultados de exames anteriores e posteriores ao erro;
  • Notas fiscais de tratamentos e medicamentos;
  • Documentos que mostrem o agravamento da condição clínica.

Leia também: Perícia médica: como funciona e o que avaliar


Direitos do paciente diante do erro médico

O paciente tem direito a:

  • Reparação pelos danos sofridos (morais, materiais e estéticos);
  • Acesso integral ao prontuário médico;
  • Atendimento ético e transparente;
  • Ação judicial contra médico, hospital ou plano de saúde, conforme o caso.

O ideal é buscar orientação de um advogado especializado em Direito da Saúde, que analisará a documentação e poderá ingressar com o pedido judicial adequado.


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