Os medicamentos caros mais negados pelos planos

Frascos e caixas de medicamentos de alto custo sobre mesa de consultório.
Medicamentos de alto custo comumente negados pelos planos de saúde.

Introdução

Alguns medicamentos de alto custo aparecem repetidamente nas negativas dos planos de saúde. Mesmo com prescrição médica e registro na Anvisa, muitos pacientes têm o tratamento recusado com justificativas frágeis — geralmente relacionadas ao rol da ANS ou ao preço elevado.

Este guia lista os medicamentos mais negados e explica como agir para garantir o acesso ao tratamento.


Por que os medicamentos caros são tão negados?

Os planos costumam alegar que:

• o medicamento não está no rol da ANS
• o tratamento seria experimental
• o custo é muito elevado
• o remédio é de uso domiciliar

Esses argumentos já foram afastados em inúmeros casos envolvendo medicamentos de alto custo, especialmente quando há indicação clara do médico assistente.


Os medicamentos mais negados atualmente

A seguir, os remédios de alto custo que mais geram negativas — e que, mesmo assim, costumam ter liberação judicial rápida:

1. Imunobiológicos (autoimunes e inflamatórios)

• Adalimumabe (Humira)
• Ustequinumabe (Stelara)
• Secuquinumabe (Cosentyx)
• Etanercepte (Enbrel)
• Tocilizumabe (Actemra)

Recusa comum: “Tratamento experimental” — argumento frequentemente afastado em decisões envolvendo negativa de tratamento.

2. Medicamentos oncológicos

• Ribociclibe
• Palbociclibe
• Osimertinibe
• Nivolumabe
• Pembrolizumabe (Keytruda)

Recusa comum: “Fora do rol da ANS”, mesmo com prescrição do oncologista.

3. Remédios para doenças raras

• Spinraza
• Soliris
• Vimizim
• Brineura

Recusa comum: custo elevado.

4. Medicamentos de uso contínuo essenciais

• Ozempic (em alguns contextos)
• Mounjaro
• Dupixent
• Evenity

Recusa comum: “uso domiciliar”, que muitas vezes é considerado abusivo.


Quando a negativa é considerada abusiva

A recusa geralmente é ilegal quando:

• o medicamento tem registro na Anvisa
• o médico justifica a escolha e a urgência
• não há alternativa terapêutica disponível
• o paciente depende do tratamento para evitar agravamento

O mesmo entendimento se aplica em casos semelhantes de negativa de internação.


Documentos que reforçam o pedido do medicamento

Para solicitar o remédio ao plano (ou via liminar), reúna:

• relatório médico detalhado
• prescrição atualizada
• exames recentes
• negativa formal
• comprovantes do plano

Quanto mais completo o relatório, maior a chance de liberação rápida.


Liminar: o caminho mais rápido

Em casos de medicamentos caros e essenciais, a liminar costuma ser o método mais eficaz para garantir o tratamento. Muitos juízes decidem em poucas horas quando há risco de agravamento.


Quando buscar apoio jurídico

Se o plano recusou um medicamento de alto custo, o ideal é buscar análise imediata do caso.

Você pode conhecer melhor os serviços na área acessando Direito da Saúde.

Para atendimento urgente, basta enviar sua situação pelo WhatsApp.

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Conclusão

Os medicamentos caros mais negados pelos planos são, justamente, os mais essenciais para tratamentos graves. Com relatório médico robusto, negativa formal e documentação correta, é totalmente possível reverter a recusa — e, na maioria das vezes, rapidamente.