
Negativa de internação: entenda seus direitos
Quando o plano de saúde se recusa a autorizar a internação, o paciente se vê em um dos momentos mais vulneráveis da vida. A negativa de internação é ilegal sempre que há indicação médica expressa e risco à saúde do paciente. A operadora não pode impor prazos, condicionar a análise a auditorias externas ou limitar o tipo de hospital indicado.
Em situações emergenciais, a Lei nº 9.656/98 determina que a autorização deve ser imediata. A recusa injustificada pode gerar indenização por danos morais e materiais, além da obrigação de custear a internação.
Motivos mais comuns (e ilegais) da negativa
- Alegação de carência contratual em caso de urgência ou emergência.
- Ausência de credenciamento hospitalar disponível.
- Pedido de transferência para hospital conveniado distante.
- Suposta falta de cobertura no rol da ANS.
Todos esses argumentos podem ser contestados judicialmente. O relatório médico detalhado é o documento mais importante para comprovar a necessidade imediata da internação.
O que fazer diante da recusa
- Peça a negativa por escrito, com o motivo formal e carimbo da operadora.
- Anexe o relatório médico, laudos e exames que indiquem urgência.
- Acione imediatamente um advogado especializado em Direito da Saúde.
- Reúna provas da recusa (protocolos, mensagens, ligações).
- Peça liminar judicial para autorizar a internação em até 24 horas.
Com base na jurisprudência, os juízes têm reconhecido o direito à internação imediata, mesmo quando o plano tenta postergar o atendimento.
Quando cabe liminar de urgência
A liminar é uma medida judicial rápida que garante o internamento imediato, mesmo antes da sentença final. Ela é deferida quando há risco de agravamento do quadro clínico ou ameaça à vida do paciente.
➡️ Saiba mais em Liminar para internação imediata.
E se o plano negar a cobertura do hospital indicado?
A operadora não pode impor a troca de hospital se o médico assistente indicar uma unidade específica por razões clínicas. Essa prática fere o princípio da continuidade do tratamento e a autonomia médica.
Leia também: Troca de hospital pelo plano: quando é ilegal.
Após a alta: quando o paciente ainda precisa de cuidados
Muitos pacientes precisam de home care após a internação, e o plano tenta negar essa continuidade. Essa recusa também é ilegal. Veja: Home care após internação: quando é direito.
Conclusão: agir rápido é essencial
Toda negativa de internação hospitalar deve ser tratada como uma emergência jurídica. Buscar apoio especializado e reunir documentos médicos é o caminho mais seguro para garantir a internação e evitar danos maiores à saúde do paciente.
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