Sequela de acidente de trabalho: quais direitos podem ser analisados

Quando um acidente deixa limitações permanentes ou duradouras, a análise jurídica não termina com a alta médica. Capacidade laboral, necessidade de tratamento, readaptação e repercussões econômicas precisam ser documentadas.

O que caracteriza uma sequela

Sequela é uma consequência persistente do dano. Sua existência e extensão dependem de avaliação médica e funcional, não apenas da percepção subjetiva de dor ou dificuldade.

Redução da capacidade de trabalho

É necessário verificar se a limitação interfere na atividade habitual, exige maior esforço, impede determinadas tarefas ou reduz possibilidades profissionais. A perícia pode ter papel central nessa avaliação.

Retorno e readaptação

Restrições funcionais documentadas devem ser consideradas no retorno. A compatibilidade entre capacidade residual e tarefas efetivamente exigidas pode gerar discussão específica.

Indenização e outros efeitos

Dependendo dos requisitos de responsabilidade e da prova do dano, podem ser discutidos prejuízos materiais e extrapatrimoniais. Questões previdenciárias possuem critérios próprios e não devem ser confundidas com indenização trabalhista.

Documentos importantes

Exames, relatórios, prontuários, fisioterapia, receitas, ASOs, histórico de função, documentos do INSS e registros de readaptação ajudam a demonstrar evolução e impacto funcional.

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