
Erro de anestesia: quando há responsabilidade
O erro de anestesia é um dos mais graves no ambiente cirúrgico, pois pode causar:
- Parada cardiorrespiratória;
- Lesões neurológicas;
- Reações tóxicas;
- Quedas de pressão não monitoradas;
- Morte súbita.
A responsabilidade pode recair sobre o anestesista, a equipe cirúrgica ou o hospital, dependendo da conduta e das falhas cometidas.
Falhas mais comuns reconhecidas pela Justiça
Os tribunais brasileiros frequentemente reconhecem erro médico em casos como:
❌ 1. Dosagem inadequada de anestésico
Erro no cálculo da dose pode causar parada cardíaca, convulsões ou depressão respiratória.
❌ 2. Falta de monitoramento constante
O anestesista deve acompanhar saturação, pressão, frequência cardíaca e nível de consciência.
❌ 3. Intubação mal realizada
Pode causar hipóxia, aspiração pulmonar e lesões nas vias aéreas.
❌ 4. Reação alérgica não tratada a tempo
O médico deve estar preparado para emergências, como choque anafilático.
❌ 5. Falha em revisar histórico médico
Alergias, medicamentos e condições prévias precisam ser checadas antes da anestesia.
❌ 6. Erros no pós-anestésico
Como deixar paciente sem vigilância adequada na sala de recuperação.
O que diz a jurisprudência?
A Justiça tem sido rigorosa com casos de anestesia.
Alguns entendimentos comuns:
- Responsabilidade solidária entre anestesista, cirurgião e hospital quando há falha de equipe.
- Hospitais respondem objetivamente por falhas no serviço, incluindo equipamento defeituoso.
- Indenizações altas quando o paciente sofre sequelas neurológicas, paralisia ou morte.
- Informação insuficiente ao paciente sobre riscos pode gerar dano moral adicional.
Casos de indenização podem ultrapassar R$ 200 mil, dependendo das sequelas.
Quando a anestesia falha sem configurar erro?
Há situações em que a anestesia pode apresentar efeitos inesperados mesmo sem falha médica, como:
- Resistência medicamentosa;
- Efeitos colaterais comuns;
- Respostas individuais extremas.
Nesses casos, a perícia avalia se o médico:
- Seguiu protocolos;
- Monitorou adequadamente;
- Reagiu de forma técnica e rápida aos sinais de intercorrência.
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Como provar erro em anestesia
Para fortalecer o processo, o paciente ou a família devem reunir:
- Prontuário completo;
- Registro anestésico (obrigatório em toda cirurgia);
- Exames pós-evento;
- Relatórios da UTI (se houver internação);
- Laudos de neurologia, cardiologia e especialistas;
- Depoimentos de equipe ou acompanhantes.
Provas complementares ajudam a demonstrar se houve:
- Conduta inadequada,
- Falta de monitoramento,
- Equipamentos falhos,
- Demora na intervenção.
Saiba mais sobre provas:
Como reunir provas de erro médico
Danos e indenizações mais comuns
A depender do caso, o paciente pode solicitar:
- Danos morais
- Danos materiais (tratamentos, fisioterapia, internações)
- Danos estéticos
- Pensão vitalícia em caso de perda funcional permanente
- Indenização por morte (para familiares)
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