Danos morais, materiais e estéticos: valores e critérios

Critérios para cálculo de indenização por erro médico
Entenda como a Justiça calcula indenizações em saúde.

Como funcionam os valores de indenização nos casos de erro médico

Quando o paciente sofre um erro médico, a Justiça pode reconhecer três tipos principais de indenização:
danos morais, danos materiais e danos estéticos.
Cada um tem critérios específicos e pode variar muito de acordo com a gravidade do caso.

A seguir, você entende como cada um funciona — de forma simples, objetiva e com base na prática jurídica atual.


1. Danos morais: o impacto humano e emocional

Os danos morais buscam compensar:

  • Dor e sofrimento;
  • Angústia gerada pela falha médica;
  • Insegurança, medo e abalo emocional;
  • Humilhação ou tratamento indigno;
  • Consequências psicológicas após o erro.

Como a Justiça calcula?

Não existe tabela fixa.
Os juízes avaliam:

  • Gravidade do erro;
  • Idade do paciente;
  • Extensão do sofrimento;
  • Tempo de recuperação;
  • Condições do atendimento;
  • Conduta do hospital e do médico.

Valores comuns em decisões judiciais:
➡️ R$ 10 mil a R$ 300 mil, dependendo do caso.


2. Danos materiais: tudo o que o paciente gastou (ou ainda vai gastar)

Os danos materiais abrangem prejuízos financeiros mensuráveis, como:

  • Cirurgias de revisão;
  • Medicamentos;
  • Internações particulares;
  • Fisioterapia;
  • Psicoterapia;
  • Cuidadores;
  • Exames complementares;
  • Perdas salariais;
  • Lucros cessantes (quando o paciente não pode trabalhar).

Aqui, cada nota fiscal conta.
Quanto mais documentos, mais forte o pedido.

Relacionado:
Como reunir provas de erro médico


3. Danos estéticos: quando há marca, cicatriz ou deformidade

Os danos estéticos devem ser pedidos quando o erro causa:

  • Cicatrizes cirúrgicas fora do padrão;
  • Deformidades;
  • Assimetria corporal;
  • Redução de mobilidade que altera aparência;
  • Lesões visíveis;
  • Consequências permanentes.

Como são avaliados?

  • Local e tamanho da lesão;
  • Visibilidade (ex.: rosto é mais grave que costas);
  • Grau de permanência;
  • Impacto social e psicológico.

Valores costumam variar entre:
➡️ R$ 5 mil a R$ 200 mil, podendo superar isso em danos graves.


4. O papel da perícia médica no valor da indenização

A perícia médica tem peso enorme na definição dos valores.
O perito avalia:

  • Se houve erro;
  • Qual o dano;
  • Se é permanente;
  • Como isso afeta a vida do paciente.

Quanto mais detalhada for a documentação, mais clara será a conclusão pericial.

📎 Consulte também:
Perícia médica: como funciona


5. Quando há cumulação de danos (moral + material + estético)

A maioria dos casos de erro médico envolve mais de um tipo de dano.
Exemplo comum:

  • Cirurgia mal-sucedida → dano material (nova cirurgia)
  • Dor intensa e sofrimento → dano moral
  • Cicatriz permanente → dano estético

O paciente pode pleitear todos os três, desde que comprovados.

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6. Existe limite máximo de indenização?

Na prática, não.
A Justiça analisa:

  • Extensão do dano;
  • Responsabilidade do médico e do hospital;
  • Consequências permanentes;
  • Gravidade do caso.

Há decisões superiores a R$ 500 mil em situações de sequelas graves ou morte.


7. Documentos que fortalecem o pedido de indenização

  • Prontuário completo;
  • Exames antes e depois do erro;
  • Relatórios de novos médicos;
  • Fotos e vídeos das lesões;
  • Notas fiscais;
  • Parecer de assistente técnico.

Saiba mais:
Erro de diagnóstico: exemplos e direitos


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