Como reunir provas de erro médico

Como reunir provas de erro médico
Entenda os documentos essenciais para comprovar erro médico.

Como reunir provas de erro médico

Para comprovar erro médico, é essencial reunir um conjunto de documentos (provas) que mostrem a conduta adotada, a evolução do quadro clínico e os danos decorrentes.
No Direito da Saúde, a prova documental é o alicerce da ação — e quanto mais completa, mais forte se torna o caso.

A seguir, você encontra um guia claro e direto sobre tudo o que deve ser reunido.


1. Prontuário médico completo

O prontuário é a prova mais importante.

Ele deve conter:

  • Informações de entrada no hospital;
  • Ficha de evolução médica;
  • Descrição de cirurgias e procedimentos;
  • Relatórios de enfermagem;
  • Resultados de exames;
  • Medicações administradas;
  • Registros de intercorrências;
  • Observações sobre alta e acompanhamento.

O paciente tem direito legal ao prontuário, mesmo em hospitais particulares.


2. Exames antes e depois do erro

Exames ajudam a mostrar:

  • Como o paciente estava antes da falha;
  • Como o quadro piorou após o atendimento;
  • Se houve omissão no diagnóstico ou no tratamento.

Inclua:

  • Raio-x, tomografia e ressonância;
  • Hemogramas e exames laboratoriais;
  • Exames cardiológicos;
  • Ultrassons e exames obstétricos.

3. Relatórios e laudos independentes

Além do prontuário do hospital, é importante buscar:

  • Laudos de especialistas independentes;
  • Relatórios de médicos que assumiram o caso posteriormente;
  • Pareceres de fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais.

Esses documentos ajudam a comprovar:

  • Dano;
  • Nexo causal;
  • Conduta inadequada.

📎 Veja mais sobre avaliação técnica:
Perícia médica: como funciona


4. Fotos, vídeos e registros pessoais

Imagens podem ser essenciais em casos envolvendo:

  • Lesões;
  • Cicatrizes;
  • Infecções;
  • Erros cirúrgicos;
  • Abandono de paciente;
  • Falhas no parto ou pós-parto.

Registros de conversa (WhatsApp, e-mails) também ajudam a demonstrar omissões, atrasos ou orientações equivocadas.


5. Comprovantes de gastos

Para cálculo de danos materiais, organize:

  • Notas de medicamentos;
  • Despesas com consultas e exames;
  • Fisioterapia;
  • Terapias complementares;
  • Gastos com cuidadores;
  • Internações particulares.

Tudo isso deve ser incluído no pedido de indenização.


6. Depoimentos e testemunhas

Em muitos casos, testemunhas ajudam a reforçar:

  • A demora no atendimento;
  • A omissão de socorro;
  • A falta de informação;
  • Situações de violência obstétrica;
  • Recusa indevida de atendimento.

Familiares, acompanhantes e outros profissionais podem contribuir.

Veja também:
Omissão de socorro: quando cabe indenização


7. Quando a prova é suficiente para responsabilizar

A responsabilidade médica costuma ser reconhecida quando as provas mostram:

  • Conduta inadequada (negligência, imprudência ou imperícia);
  • Dano real ao paciente;
  • Nexo causal entre o erro e o dano.

A documentação organizada permite que a perícia seja conclusiva — aumentando a chance de êxito na ação.

Casos em que a prova costuma ser decisiva:


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