Infecção hospitalar: quando o hospital é responsável

Responsabilidade do hospital por infecção hospitalar
Quando a infecção adquirida no hospital gera indenização.

Infecção hospitalar: quando o hospital deve responder

A infecção hospitalar — também chamada de infecção relacionada à assistência em saúde (IRAS) — ocorre quando o paciente contrai uma infecção durante internação ou procedimento médico, que não estava presente no momento da admissão.

Quando essa infecção é consequência de falha nos protocolos de higiene, esterilização ou vigilância, o hospital pode ser responsabilizado civilmente.

Nem toda infecção hospitalar é erro.
Mas quando ela decorre de descuidos evitáveis, ela passa a ser indenizável.


Quando a infecção caracteriza erro médico ou falha hospitalar

Os tribunais costumam reconhecer responsabilidade quando há:

  • Falha no controle de higienização de salas e equipamentos;
  • Esterilização inadequada de instrumentos cirúrgicos;
  • Uso de materiais vencidos ou mal conservados;
  • Ausência de protocolos de prevenção de IRAS;
  • Falta de cuidados no manejo de cateteres, sondas ou curativos;
  • Infecção após cirurgia por mau fechamento ou monitoramento deficiente;
  • Infecções graves que poderiam ter sido detectadas precocemente.

Quando a infecção decorre de ambiente inadequado, o hospital responde — independentemente de culpa do médico.


Exemplos comuns de infecção hospitalar indenizável

Casos recorrentes incluem:

  • Infecção por bactéria multirresistente após cirurgia;
  • Infecção generalizada (sepse) por falha na troca de curativos;
  • Infecção após uso de prótese ou material contaminado;
  • Pneumonia hospitalar em pacientes que deveriam estar monitorados;
  • Infecção em UTI por descumprimento de protocolos de isolamento.

Esses casos geralmente exigem tratamento intenso, internação em UTI e podem deixar sequelas permanentes — ou levar ao óbito.


Como comprovar a infecção hospitalar

Para responsabilizar o hospital, é essencial reunir documentação que mostre:

  • Prontuário completo;
  • Laudos médicos;
  • Resultados de culturas e hemogramas;
  • Registros de febre, evolução e condutas;
  • Relatórios de controle de infecção;
  • Exames apontando bactéria adquirida durante a internação.

A perícia médica judicial é decisiva, pois avalia se o hospital adotou os protocolos recomendados.

Veja também:


Quais são os direitos do paciente?

Quando comprovada a falha hospitalar, o paciente (ou familiares) pode requerer:

  • Indenização por danos morais — dor, sofrimento, angústia;
  • Danos materiais — medicamentos, consultas, novas cirurgias, internações;
  • Danos estéticos, se houver sequelas visíveis;
  • Responsabilização solidária do médico, quando houver conduta conjunta.

E, caso o plano de saúde se recuse a cobrir o tratamento adequado após a infecção, o paciente pode recorrer aos seus direitos — como em:


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