Ansiedade e depressão possuem causas possíveis diversas. Quando há suspeita de contribuição do trabalho, a análise deve relacionar dados clínicos a condições laborais concretas, sem presumir o nexo apenas pelo diagnóstico.
O que precisa ser analisado
O ponto de partida é reconstruir os fatos, a organização do trabalho e a cronologia clínica. Diagnóstico e ambiente profissional precisam ser examinados conjuntamente, sem conclusões automáticas.
Documentos médicos
Prontuários, relatórios, atestados, exames, prescrições e registros de tratamento ajudam a demonstrar o quadro e sua evolução. Eles não substituem a prova das condições laborais.
Provas do ambiente de trabalho
Mensagens, e-mails, metas, registros de jornada, documentos internos e testemunhas podem demonstrar práticas de gestão, sobrecarga, conflitos ou outros fatores psicossociais.
Nexo causal ou concausal
É necessário avaliar se o trabalho causou, desencadeou ou agravou o quadro. Em controvérsias técnicas, a perícia pode ter papel central.
Afastamento e efeitos trabalhistas
Quando existe incapacidade, documentos do INSS e comunicações com a empresa também devem ser preservados. O eventual caráter ocupacional pode repercutir em estabilidade e responsabilidade.
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